terça-feira, 19 de março de 2013

1. A VIAGEM E A RUÍNA


Amigos,

desculpem a demora, mas a viagem dessa vez está bem corrida e não tivemos tempo de escrever antes.

Chegar em Austin, por si só, foi uma aventura. Eu (Fruet) estava indo em um vôo separado, pela United, o Nicola, por um da Delta e o André, o Brawl e o Lúcio, pela American Airlines. Tudo para tentar economizar nos custos.

Os problemas começaram com o visto do André que ficou pronto apenas um dia antes da viagem, o que, já de saída, nos deu muito trabalho e um prejuízo considerável. Como não havia tempo para esperar o visto chegar em Porto Alegre, precisávamos de alguém para buscá-lo junto ao consulado americano em São Paulo e levar até o aeroporto de Guarulhos, onde estaríamos esperando o embarque internacional. Lá se foi meu tio Luiz Henrique até a zona sul de SP pegar o passaporte, cruzando a cidade bravamente para depois chegar até Guarulhos e entregar em minhas mãos. Obviamente, depois de tudo isso, virou cozinheiro honorário, com direito a sentar na janelinha.

Tudo parecia resolvido. Não contávamos que o pessoal da TAM fosse barrar o embarque do André no vôo POA-Guarulhos. Alegaram que por se tratar de uma passagem internacional, em um bilhete único, emitido por outra Cia, ele precisava do passaporte para embarcar. Só que o passaporte estava comigo lá em São Paulo, esperando ele chegar... Primeiro imprevisto: ironicamente tivemos que comprar uma nova passagem POA-GRU para que o André pudesse embarcar no mesmo vôo de sua passagem original. Um absurdo. A TAM ganhou, nós perdemos uma boa grana. Susto e lamentação.

No mesmo momento, o Nicola tentava embarcar para Brasília e o nome dele não aparecia no sistema da Gol, como se a gente não tivesse comprado a passagem pela Submarino... após algumas ligações, conseguimos resolver e ele não perdeu o vôo por poucos minutos. Outro susto.

Como se não bastasse, quando o resto da turma chegou em Guarulhos, ainda ficamos sabendo de outros prejuízos não planejados: uma bagagem do Lúcio foi extraviada ( e foi justamente a que continha um item de estimação dele) e o case do baixo quebrou, devido à falta de cuidado da TAM...um pouco de tristeza, mas não desistimos. Pelo contrário.

Os vôos internacionais foram relativamente tranqüilos. Eu fui direto para Austin, nosso destino final e deveria cuidar da organização de todos os aspectos relativos ao festival, nossa participação e divulgação. Acabei pegando o mesmo vôo que o Derrick, vocalista do Sepultura e que a representante da Ipanema FM, Juliana Baldi. Ainda fui num assento triplo, sozinho. Beleza! Os cozinheiros se encontraram no aeroporto internacional de Dallas/ForthWorth (DFW) para alugar a van e ir até Austin me encontrar.

Eis então que o inesperado aconteceu.

Na hora de alugar o carro, o cartão de crédito do Lúcio não funcionou por ser uma compra que não fechava com o seu perfil de uso. Até aí tudo bem. Era uma questão de liberar e passar de novo....só que não. A empresa Dollar que alugava o carro tem um sistema que só aceita um cartão novamente 24 horas após ter sido negado. O cartão do Lúcio não poderia ser usado.  Outra politica das empresas de aluguel de carros, é que o cartão usado deve estar no nome de um dos motoristas oficiais do veículo, que precisa estar presente no momento do aluguel. Na prática, o André e o Nicola não tinham cartão internacional e o Brawl, que tinha um, não tinha carteira, pois tinha sido roubado em SP recentemente. Resultado: tive que ir até Dallas pra passar meu cartão, alugar o carro e voltar até Austin pela estrada com o pessoal. Isso só foi possível graças à ajuda dos nossos amigos de Austin Narda e John Hurt, que conseguiram um vale passagem pra que eu pudesse pegar um vôo pra Dallas instantaneamente.  O vôo porém era em Love Field, um aeroporto que fica dentro da cidade e eu tive que pegar um taxi bem caro até DFW pra encontrar a banda. No total, peguei quatro vôos..quase a mesma coisa que quando fomos pro Japão. Fora as 3 horas de carro até Austin. Chegamos lá à noite, sendo que eu deveria estar lá pela manhã. Que batalha!!!

Ainda bem que, chegando lá, John e Narda nos receberam com uma refeição robusta, abraços calorosos e aposentos aconchegantes. Tudo do bom e do melhor para uma ótima noite de sono!

Continua...

Um comentário:

Vandré Ventura disse...

Mas que bom que no final das contas deu tudo certo!! boa sorte amigo!